Últimas do tio ago.


06/11


30/10


10/10


23/09

mais fotos

Sobre este flog

..these are the stories of our lives, as fictional as they may seem.

Flog Brasil

adicionar aos favoritos | Porto Alegre/RS

Seu Fotolog




se eu não durmo, ninguém dorme.

se eu não durmo, ninguém dorme.

23/09/2007 13:11

que BELEZA de noite!

feriadão de 20 de setembro. pelotas, quem diria, mais de um mês depois. o máximo que saí de casa foi pra comprar cigarro e comer bauru, acho.

estudando que nem um potro pras provas de pediatria, não tive muito tempo pra nada. 'feriado? que feriado?', numa conotação bem negativa. nada de happy times em praças do repolho - pros leitores do flog antigo. dessa vez, all work and no play. they kept the doctor awake.

voltei pra porto alegre sábado à tarde. plantão sábado de noite/domingo de manhã bem no meio do feriado, coisas do tipo. dessas dedadas à seco que a gente leva da vida.

anyway. busão com chuva, friozinho, encasacado.. sono bombando. nem pensar em estudar. capotei e vim ronronando feliz pela viagem. acordei em porto, bem alegre, contente com a tarde. quem sabe - talvez o dia não fosse tão ruim assim!

chego no plantão, ipod nos ouvidos, jaleco entreaberto, feliz da vida. bolso cheio de bala - a desculpa oficial é distribuir pra criançada do andar, mas eu acabo comendo tudo sozinho mesmo. enfermaria vazia, emergência vazia. indicativos de que o plantão ia ser bem calmo. bom pra estudar, né?

isso, claro, se a plantonista não tivesse levado um laptop com diablo 2 instalado.

eu e meu comparsa-residente-colombiano grudamos no computador da dona rita e passamos horas jogando. claro, gritando que nem crianças, em plena uti neonatal. 'pero me van a matar!' gritava nosso residente importado frente às hordas de zumbis. não, não vão não - thiago está aqui. equipe, bróder.

de barriga cheia da janta encomendada pela doutora plantonista oficial, tá mais que na hora de ir embora. dispensado, doutorando. vai pra casa, volta amanhã cedinho pra evoluir o pessoal.

will do, mestra.

chego em casa de consciência pesadíssima - não estudei porra nenhuma. ainda mais pesada pelo fardinho de long-necks que eu comprei no posto pra motivar a noite de estudos. que nem cachorrinho, sabe? eu só funciono com recompensas.

e aí começou todo o problema.

como recompensa pelo 'plantão', resolvi me dar uma cervejinha e uma meia horinha de internet.

..o que, é claro, se transformou em 3 garrafas, meio maço e duas horas e meia de 'afazeres' virtuais.

merda de sistema de recompensas :/

dae, trocando mensagem com a mc, ela lembrou que era melhor estudar 'pra depois não ficar chourando'. e bateu a vergonha na cara. somada, claro, a um puta arrependimento. apesar da hora, resolvi seguir minha epopéia estudantil. depois do tempo perdido, voltei aos livros.

mas, cara, eu não AGUENTAVA mais os livros.

então, fui pras provas. pô, fazer questão é sempre bacana. bora, bora, boa idéia. dá pra estudar na cama.

e eu lia, e lia, e lia aquelas questõezinhas. e não acertava UMA. e veio batendo o desespero. e eu mudava de prova. e continuava errando. e tentava tapar as respostas certas já marcadas com o dedão e sempre escapava o dedão. e eu colava sem querer. e o desespero. o desespero.

deixa pra amanhã, cara. hoje não vai rolar.

a essa altura, 3 da manhã. que tristeza. acordar às 6 e pouco amanhã vai ser cruel. mas, fazer o quê? cama, negão. despertadores acionados, luzes apagadas. buenas noches, señor. e seja o que deus quiser.

acho que deus não quis.

resolveu se pronunciar destruindo alguma coisa pra chamar a minha atenção e me tirar da cama. foi a sensação que eu tive. deitado, apê vazio, prédio vazio, tudo apagado. e um barulho gigantesco de alguma coisa desabando bem em cima da minha cabeça. desabamento mesmo, juro. barulho de tijolo quebrando, poeira voando, coisas rolando. caos, caos.

e eu ali, entrando no primeiro sono.

acordei num pulo. apavorado, obviamente. 'finalmente desabou o teto', deduzi. meu telhado problemático finalmente deu os doces, era só o que eu pensava. comecei a me vestir pensando no pior, claro. ali, de samba-canção laranja-e-amarela, com um casacão de pele por cima, fui subindo as escadas esperando encontrar só poeira no ar e uma pilha de tijolos no segundo andar. em pânico. PÂNICO.

e cadê o buraco?

não tinha buraco nenhum.

e aí sim, veio o medo. cara, eu SEI que alguma coisa quebrou. bem em cima de mim, eu sei. eu ouvi. o barulho durou uns 4 segundos, não foi minha imaginação. que que houve?

voltei pro quarto, botei o tênis e fui na sacada ver se não podia ser alguma coisa no telhado. a chuva caindo, eu encharcado, mas tudo normal. nada fora do lugar.

a não ser, é claro, o meu escritório alagado mais uma vez.

o meu telhado nunca mais foi a mesma coisa desde que o boca ficou hospedado num hotel a meia quadra daqui de casa na final da libertadores. graças a meu colega de apartamento e a geral do grêmio, os danos nas telhas continuam até hoje, por mais que eu chame pessoal pra arrumar. e desde então, sempre que chove, me aperta o coração - sempre tem o risco de re-alagar o escritório.

mas, deixa a água pra lá - isso, o pessoal do telhado dá um jeito. o que desabou, afinal?

voltando pro quarto encucado, me veio o pior pensamento que eu podia ter, sozinho, meio de um feriadão, 4 da manhã.

'e se tinha alguém no telhado?'

deitei na cama com os olhos arregalados. não tem quem me faça dormir agora. fico aqui? chamo a polícia? vou pro hospital? 'ai, c-ralhoshs', diria uma piadinha de português.

liguei pra minha consultora oficial. meio desnecessário, porque acho que só serviu pra dividir meu apavoro com a minha namorada. que que ela ia fazer, vir de pelotas de carabina na mão dizendo 'vamo simbora receber o povo de marte!'? é engraçado quando os raimundos cantam, mas, na vida real, não funciona.

então, esse foi o determinante final da minha noite em claro. fiquei na cama e olhos arregalados, pronto pra pular da cama com qualquer sinal de ladrão entrando no quarto. apavorado, assistindo putaria na fx. pra descontrair, claro.

e, agora, 6 e pouco da manhã. nascendo o dia lá fora - nublado e chuvoso, claro, como todo domingo de plantão.

pega teu energético, toma teu nescau no posto, fuma teu cigarrinho no caminho, toca tua musiquinha à todo volume perimetral afora. vai que as crianças te esperam. na cama quentinha delas, dormindo bem gostoso..

bando de filha-da-putinha. vou lá acordar vocês.


..e vou chegar na enfermaria batendo palmas, pisando fundo, ligando as luzes e gritando 'SE EU NÃO DURMO, NINGUÉM DORME!'

bua-ha-ha-hua-ha-HA! .)


l: carlos mendes ou almir rouche - sei lá, só sei que é marchinha de carnaval! - marcha da cueca.

Comentários